19.6.07

Adeus

Na rua fria, escura,
Olho o céu, incessantemente;
Procuro uma resposta pura,
Que me alegre somente.

Oh céu claro e bondoso,
Deixa-me passar por tua porta;
Vim de um momento piedoso,
Minha alma está já morta.

Os anjos gritam, choram
Por sentir tamanha dor;
Por sagradas preces pediram
Para voltar para meu amor.

Meu mundo ruiu, desabou,
Perdi tudo o que tinha.
Quando meu coração parou,
Quis que tua alma fosse minha.

Agora, tristemente, digo adeus,
Sinto a alma a morrer;
Choram os olhos meus,
E a batalha acabei de a perder.

1 comentário:

Francisco de Gouveia disse...

Não faças de uma batalha uma vida, a vida é feita de muitas batalhas ganhas e outras perdidas. Mesmo as perdidas podem ser consideradas vitórias quando aprendemos alguma coisa com elas.

(Estava de passagem e reparei que já dá para comentar, por isso aproveitei para deixar um comentário)
Bejinhos ** contínua